Fases

Fases

terça-feira, 30 de novembro de 2010

O Estágio

Até parecia estar muito distante, mas o dia chegou. E agora era pensar no que, como e porque fazer? Tudo deveria ser pensado com o aproveitamento dos conhecimentos adquiridos durante o curso PEAD.
A princípio minha ideia geral foi de canalizar os pensamentos para uma aprendizagem lúdica, porém que fosse permanente e não apenas uma oportunidade de acesso a internet. Pensei, renovei o espírito e cheguei a conclusão que seria melhor basear meu Projeto de Trabalho nos pressupostos de: Conhecer, habilitar e autonomia.
E devido ao estágio ter de acontecer no Ambiente Informatizado, pois é minha sala, achei que seria fácil, muito fácil. Entretanto nas primeiras semanas obtive resultados negativos ao meu planejamento e assim, rompi a barreira e começei do zero com novas metodologias.
Ao final do período tive a sensação de estar melhor preparada para o local onde trabalho, pois durante o curso aprendi muito e nesse aprendizado tudo poderá ser utilizado para melhor a qualidade do ensino no Ambiente Informatizado. Além é claro, de que com a rotina que o estágio trouxe para o desenvolvimento das atividades realizadas, não apenas jogos sem foco na aprendizagem.
Ah, o melhor foi a realização de desenhos para clip de músicas.

Uma amostra de desenho realizado por aluno para a música "Aquarela" - Toquinho.
Para essa atividade foi entregue aos alunos papéis com partes da letra da música e cada um deveria desenhar o que compreendesse da leitura.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Métodos e técnicas

Relembrar a interdisciplina de Didática, Planejamento e Avaliação é uma relato que traz muita mudança e novas esperanças.

Aqui foi vivenciado um velho texto para os educadores, o Menininho, no qual retrata a não autoria de um menino ao realizar uma produção. Com analise pode-se perceber que é nos oferecido um texto direcionando a reflexão quanto os trabalhos ofertados aos alunos. A reprodução não ensina, apenas faz memorizar.
Então, também, foram trazidas as ideias de Comênio para reflexão sobre a prática pedagógica, acredito que com o intuito de direcionar para a experiência dos alunos e assim tornando seu aprendizado significativo.
Já na atividade relativa à Pedagogia de projetos, destaco a ideia de Arroyo(1994)

Se temos como objetivo o desenvolvimento integral dos alunos numa realidade plural, é necessário que passemos a considerar as questões e problemas enfrentados pelos homens e mulheres de nosso tempo como objetivo de conhecimento. O aprendizado e vivência das diversidades de raça, gênero, classe, a relação com o meio ambiente, a vivência equilibrada da afetividade e sexualidade, o respeito à diversidade cultural, entre outros, são temas cruciais com que, hoje, todos nós nos deparamos e, como tal, não podem ser desconsiderados pela escola.

Ou seja, os projetos de trabalho devem oferecer aos alunos algo ligado a sua necessidade e interesse e a avaliação gerada a partir de portifólios e, principalmente, o professor como facilitador em qualquer nível de ensino.
Já no tocante ao currículo integrado, a de preparar cidadãos críticos, pensantes e atuantes, já que estes não eram absorvidos pelo mercado de trabalho.
Na atividade sobre as ideias de Paulo Freire destaco a equiparação que faz a respeito do educador: Sendo o educador classificado por Freire em educador-bancário, aquele onde a pergunta (diálogo) não existe e sim a sua visão pessoal da realidade, com discurso alienado e alienante. Já o educador-educando, há o diálogo, a problematização, o conteúdo programático como conjunto de informes, além de reforçar que a educação autêntica, não se faz de um para outro, mas de um com outros apoiados mediatizados pelo mundo.
E tendo ele, como base no desenvolvimento de meu estágio e TCC.
Na atividade o que é planejar, trouxe questões ligadas ao cotidiano do professor, além de trazer uma abordagem sobre o que é importante para o aluno aprender e, também diria como aprender.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Maneiras e maneiras

Durante o Semestre VII, também foram apresentadas as interdisciplinas de Didática e Linguagem, as quais mesmo sabendo que transcorrem para caminhos paralelos, foi confuso, saber quem era quem por estar sempre em correria.
Mas, agora falo da interdisciplina de Linguagem e Educação. As atividade propostas foram de grande valia para melhorar meus conhecimentos, entre elas destaco: as diferenciações entre a fala e a escrita; a preocupação funcional da escola com o letramento escolar e ainda pouco ao letramento social; ao planejamento de uma aula completa e, o grande acontecimento, para minha pessoa, o Reconto de história por uma aluna.
Reconto que realizei individual com uma aluna do 1º ano, onde pude constatar o maravilhoso mundo imaginário da criança. Primeiro, ela iniciou contando a história "A Bela Adormecida" e utilizou-se de gestos para demonstrar os personagens e acontecimentos. Em segundo lugar, demonstrou um sincretismo, ao relacionar a história com outras e até com seu cotidiano, incorporando aspectos alheios e demonstrando que lhe é oferecido matéria-prima para seu repertório de narrativas, viaja nos fatos.
A fala que mais me impressionou foi quando ela diz: "A bruxa manda o guarda matar ela". Aqui uma frase que permite muita analise, deixo para o próximo curso.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Grandes Desafios do Semestre VII

O semestre foi desafiador, pois apresentou interdisciplinas que antes eram distantes de minha vida. Porém, destaco três principais nessa postagem, vejamos um pouquinho:
    * Seminário Integrador  VII
Aqui na atividade de grupo sobre as arquiteturas pedagógicas, com três elementos, houve uma ruptura. Regularmente os trabalhos são desenvolvidos pelo 4AS (grupo de trabalho de sempre), porém a mudança trouxe uma nova experiência.
Nosso tema foi o recreio, as diferenças entre as três escolas: primeiro diferencial do trabalho, tudo ocorreu por e-mail. Apesar de não aparecer houve contribuições, tudo foi pensado em grupo.
Na primeira atividade em grupão, a missão era de mobiliar uma casa com R$ 10.000,00. Eu sonho de consumo. Logo, dividiu-se o grupo em duas equipes, enquanto uns pensavam no que comprar outros pesquisavam em lojas diferentes. Eu nessa atividade, só pensei em fazer um croqui da casa e desenhar os objetos que seriam mais adequados ao ambiente, contando com o auxílio dos colegas.
    * EJA - Educação de Jovens e Adultos no Brasil
Na interdisciplinar da EJA no Brasil foi realizado um apanhado, muito importante, sobre os estudos da educação de Jovens e Adultos. Sempre ouvi comentários sobre a EJA, porém realizar esses estudos me deu uma nova perspectiva do que realmente é trabalhar com os Adultos, que em sua maioria, por relatos, retomam os estudos por necessidade ou abandono no período regular – idade.
As leituras e depoimentos trouxeram melhor conhecimento a cerca da EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO BRASIL, concluindo que ainda temos muito a fazer para melhorar a qualidade do ensino.
    *  LIBRAS - Língua Brasileira de Sinais
Aqui entre vários estudos, o mais importante foi à descoberta de que LIBRAS não é uma linguagem, apesar de ser tratada assim por muito, é língua; o filme “O menino selvagem” O Menino Selvagem, baseia-se na historia verdadeira de uma criança encontrada a viver sozinha numa floresta francesa. Esta criança, com cerca de 10 anos de idade, não mostrava quaisquer sinais de socialização: não falava, caminhava normalmente com a ajuda das mãos, não manifestava quaisquer capacidades intelectuais e o olfato parecia ser o seu sentido mais desenvolvido. A criança é acompanhada pelo Dr. Itard, um médico que se dedica tenazmente à sua reeducação e à sua integração social.
Causou uma mudança de pensamento sobre os aspectos físicos das pessoas, porém não admirei o médico enquanto pesquisador.
Entretanto ao realizar uma tradução de diálogo entre surdos, confesso que tive grande dificuldade, pois uma das maneiras que mais entendo as pessoas é pela leitura labial e, isso não foi possível, predominou os gestos.
Foi uma interdisciplinar difícil pelo pouco tempo, mas de grande valia em minha vida.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

As novas velhas aprendizagens

Durante o semestre a utilização dos Projetos de Aprendizagens foram uma nova velha aprendizagem, pois o trabalho por projeto já iniciou quando entrei no magistério, na Escola São Judas Tadeu onde nos foi ensinado os projetos para melhor desenvolver a aprendizagem nos alunos. Também pelo fato de realizarmos práticas nas turmas da escola, deveríamos explorar tudo que fizesse parte do cotidiano do aluno.
Porém, assim como o processo de aprendizagem não é algo estanque, os projetos de trabalho evoluiram e se transformaram com a utilização das tecnologias. Rever conceitos e pensamentos foi uma grande "sacada" deste semestre. Porém, mudar velhos conceitos sobre a educação de portadores de deficiencia mental é ainda um grande problema, ao meu ver, dentro das escolas e até dentro do próprio profissional da educação.
Não que haja um preconceito já fixado em minhas ideias. Acredito que tudo o que foi proposto veio a trazer um melhor entendimento sobre as diferenças principalmente relacionadas a questão de que o surdo não é um deficiente.
Enfim, parar e buscar mais sobre os alunos com problemas que acarretam dificuldades de aprendizagem foi mais evidenciado com a construção do dossiê da interisciplina de Educação de Pessoas com Necessidades Espciais onde não foi bem, pois ainda não acredito na inclusão dentro da escola e creio que as crianças com problemas especiais necessitam de maior apoio pedagógico e de serviço especializado com mais intensidade.
Concordo que na atualidade o preconceito esteja sendo esquecido e o mais importante sejam as aparências, assim como na escola as famílias não admitem a necessidade do aluno; o que mais vale é esconder o verdadeiro problema.


Neste semestre me senti assim: presa como se estivesse fora do planeta Terra.